Gargalos logísticos na BR-116 e o custo para o interior
Trechos entre São Paulo e o Nordeste concentram atrasos que não aparecem só no GPS do motorista. Embarcadores do interior pagam a conta em estoque parado e janelas de entrega estouradas — e os números da própria concessionária confirmam o padrão.
Na última semana, relatórios de tráfego apontaram mais de 40 km de lentidão recorrente entre Registro e Cubatão em dias úteis. Para indústrias de alimentos e autopeças que abastecem o Nordeste pela rodovia, cada hora parada na malha equivale a replanejamento de rota ou multa contratual. O que chama atenção não é só o congestionamento em si, mas a diferença de custo entre quem tem contrato dedicado e quem depende de transporte fracionado.
Nossa equipe cruzou dados de pedágio, tempo médio de viagem declarado por transportadoras regionais e notas de embarque de três polos no interior paulista. O resultado mostra que rotas alternativas via BR-381 ou ferrovia ainda não absorvem volume suficiente para aliviar a 116. Leia a análise completa sobre onde o gargalo se forma e quais medidas os operadores já adotam por conta própria.
Ler reportagem